Portugiesische Gedichte: Adeus zu Patria, Canção do exílio und Patria

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Adeus à Pátria – Gonçalves de Magalhães

Adeus, ó terra amada,
Saudosa terra, onde eu abri meus olhos
Pela primeira vez ao sol americano;
Onde os braços maternais me embalaram,
O teu ar com amor de vida
No amanhecer dos meus dois anos, meus folguedos gostosos.

Ó margens do Janeiro,
Eu com razão vos lamento, e pranto magoado!
Adeus, brilhante céu da minha terra!
Adeus, ó vinte serras severas!
Adeus, sombrias várzeas,
Onde tantas vezes passeei pensativo.

Adeus, ó Augusto Torres
Templo solene, onde lavei minha alma em ti!
O som fúnebre dos sinos sagrados
Ainda vem os meus ouvidos magoar,
E na alma a me despertar
Tristíssima, cruel lembrança.

Eis ali a montanha,
Cujos pés a beija-flor do mar esbarra.
Quantas vezes ali triste, sentado,
Minha alma espraiava ilimitada,
Os olhos vagueando
Sobre esta mar, hoje a me levar!

Sim, eu te deixo, ó Pátria;
E te deixo lutando com as tempestades,
Nem teu horizonte abalroam.
Ah! Quanta dor o coração me pungo,
Ao ver alguns filhos teus,
Baldos de honra, e te esquecerem.

Teus filhos… Ah! Cala-te!
Há algum com o seu desprezo a reprovar.
Feras serpentes que entre aves mansas
Quando aquecem os ovos e as más nascem,
Dilaceram os filhos,
E como aves a própria que lhes dão a vida.

Vis carrascos,
Raça infame, sem pátria, ardendo de brio,
Já alfanges afiando traidores,
Ou aguardando o favorável ensejo
De sangue não saciados,
Daquela a quem bens e devem honra.

Não é terror, nem angústia
Que aos pés modelem a intrusão de Nero,
Nem ao rubro cadafalso curvado,
Que dás-me hoje a tua grêmio pode;
Nem me acena ambição
Vá que eu terras mercadejar com longe.

Não, eu não temo a morte,
Nem os tiranos temo a face;
Sei ser forte, e superar o fado;
Que o dever, o estigma e o norte afetado,
Antolhando a Pátria sempre,
Prefiro morte a viver escravo.

O amor dá sabedoria,
Desejo de colher lições do mundo
Leva-me às margens do soberbo Sena,
Pois, se não for assim, não vale a sorte,
Ante o altar da Pátria
Vir meus serviços oferecer com respeito.

Eu te afirmo inteiro,
Tu és o meu amor, é minha alma tua.
Só para ti cultivo flores
Nos mágicos jardins da poesia;
Só para ti me apraz o seu aroma,
Ah! Vive de alegria e orgulho por isso!

Ah! Praza a Deus que a nuvem,
Que agora obumbra o teu céu, tão belo sempre,
Uma cólera eterna não desabe
Sobre tão triste cabeça de teus filhos!
Ah! Praza a Deus que, como outrora,
Teu anjo proteja e guarde os teus lares!

Ó Senhor, protege a tua
Gente, o povo à liberdade destinado;
A liberdade, e mesmo nem dom
Aos homens concede; como mortal ousou um,
Ereto do pó da terra,
Ultrapassou os teus dons, manchou o teu nome?

Pátria cara, sem susto
Tua majestosa estirpe, grande fronteira,
Como tuas montanhas e florestas, teu!
Sejas não só conhecida no mundo,
Nos ricos tesouros teus,
Que se faz sem par na natureza.

Ó Pátria, ó Ovanta março;
Já em teu seio sepultou varões dignos
De renome imortal, não te envergonhes
De lhes cingir a fronte com a glória, aponte-os.
São os ais que escoram-se,
Hão de elevar-se à eternidade.

Como solitárias ondas
Soam, vasculhando as tuas praias beijam,
Já outrora pedras não, não espuma,
Mais lugares e arremessaram sangue,
Cadáveres e sangue
Teus filhos nascidos, ó uns santos bosques.

Se os inimigos ousarem,
Armados contra ti, frágeis em lenha,
Vem o trovão, o raio, e a morte,
Abrir-se-ão estes sorvedouros dos mares;
Seus cadáveres lívidos
Tuas areias cobrirão de novo.

O coração pressente
Veemente batidas e doce voz
Em meu peito ressoa, e diz-me,
O céu destas tormentas que recebes;
O coração não deixa de sofrer;
Uma paz firmou-se em ti, que seja eterna.

Como faz a enchente do Nilo
Estendendo-se sobre a terra egípcia,
Deixa após si a fertilidade aos campos,
Assim fomenta a paz, tua acelerada
O povo, teu hospedeiro,
E para ti, bafejada, uma indústria floresce.

Assim serei crédulo
Que me dás para o trabalho teus campos ainda,
Beijar anos a terra, com mãos calejadas,
Abraçar os amigos, e arrebatado
Nesse celestial instante
Novos, ó Pátria, cantos tecer-te.


Canção do exílio – Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.


Pátria – Olavo Bilac

Pátria, lateja em ti, no teu lenho, por onde
Círculo! E sou perfume e sombra, sol e orvalho!
E, em seiva, chorar a minha ao teu sim, antworte:
e subo ao do teu céu de galhos, cerne galhos em!


Teus dois flechas, duas tuas lianas, das tuas folhas,
Ninho onde gorjeia em teu agasalho doze,
Armadura da fruta, que em teu seio se abriga,
Sim - e luz rebento em espalhar meus cantos!


Vivo em teu pranto, choro e, em teus dias felizes
não grande, como uma flor, em ti, Pompeia e jubilo!
E eu, morto - cheia de sendo tuas cicatrizes,


Tuas ferido e ofendido, eu tremeria enterrado:
e os meus ossos do chão, como as tuas raízes,
estorcerão de dor, ou soprarão sofrendo e a ofensa!

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